1 de março de 2019

A perversidade de uma chuva serena

Um tempo como o de hoje é verdadeiro calvário para aqueles que sofrem de uma solteirice crônica, seja por incompetência social, inapetência estética ou eterna conjuração do acaso.

Em uma cidade como Goiânia, um dia de verão com inesperado frio e uma chuva serena evoca a mais sincera reconciliação dos casais em perpétuo conflito, a eterna companhia daqueles em harmonia e diversas orações de idêntico conteúdo a qualquer divindade disposta a ouvir lamentações de animal só e irresignado: "tem piedade, Senhor, são tantas e eu tão sozinho"*.



*Fala entre aspas de Dalton Trevisan em O Vampiro de Curitiba.

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