25 de março de 2019

JUSTIFICATIVA DESTE BLOG: Quando o Cabo das Tormentas passa a ser da Boa Esperança

No tempo das grandes navegações, contornar o sul do que hoje é a África do Sul foi o último obstáculo para se dirigir ao lucrativo comércio com as Índias. Era região de águas perigosas e, depois de enfrentar dias de fortes chuvas, o primeiro a contorna-lo, Bartolomeu Dias, o batizou de Cabo das Tormentas. Contudo, com o sucesso da expedição de Bartolomeu, que efetivamente chegara às Índias, seu rei, João II, rebatizou o lugar para Cabo da Boa Esperança.

Ultimamente cheguei à conclusão que existem certas reflexões, certas conclusões sobre a vida que são verdadeira conversão de Cabo das Tormentas para Boa Esperança. Trata-se de percepções elucidativas que, depois de alcançadas, se tornam caminho sem volta.

Muitas dessas conclusões, quase todas, vieram para mim nestes últimos anos numa dialética que somou as experiências fáticas que me quebraram por dentro com as leituras e reflexões que me (re)construíram e me transformaram. Não sou o mesmo de outrora.

Só hoje, depois de escritos cinco textos neste Blog neste mês de março, é que cheguei à conclusão do objetivo geral desses textos que escrevo, transcrevo e organizo: continuar a  digerir a informação que me chega, desta vez de um modo muito mais analítico do que caótico, para elaborar conhecimento, seguir me transformando e, quem sabe, com sorte, alcançar outras pessoas com essas reflexões.

Existência sem essência, vida sem manual de instruções, é com um somatório de experiência e conhecimento que pode ser deixado de lado uma existência de náufrago para transitar com algum rumo pelos dias que se sucedem inexoravelmente.

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